terça-feira, 11 de junho de 2013

Confusão.

Como se descreve um sentimento estúpido evitando palavras de baixo calão? O vazio que quer se tornar um buraco negro, insiste em me afundar para aquela profundeza sangrenta novamente. E toda aquela minha esperança de que um dia poderei ser feliz... Deve ser balela da minha intuição. Isso me transforma em alguém mais difícil de ser decifrado através das entrelinhas dos olhares perceptivos  que dizem observar minha tristeza de longe. Mas a questão é que não quero que tenham pena de mim. Mas meu espírito clama por atenção e conforto. Sou uma menina de azar, a genética colocou as piores características da família dentro de uma pobre alma abandonada, isolada, perdida. Minha cabeça apenas roda em círculos viciosos dizendo certos absurdos: "você é alguém que nasceu para viver sozinha", "tu nunca serás boa o suficiente para ninguém!", "a solidão é teu melhor par"... Mas talvez ele esteja certo. É coisa da minha cabeça.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Escrita.

Escrevo pro nada. Escrevo para o ninguém. Escrevo para quem não quer saber do que falo, do que sinto. Escrevo sim, porque me dou o luxo de não ter nada de útil para fazer, para me encher o saco mesmo. Escrevo para me remoer de ódio e... guardar certas emoções e simplicidades que talvez daqui há tempos não me lembre mais. Na verdade, lembrarei. Com ferrugem no acaso do passado. Mas não tenho motivos, meus lixos de palavras e contextos desafiam meu tempo e da rota que eu tenho, sem parar, rodando como um furacão, sem jeito, vindo a tona. Mas é um vício culposo que eu tenho que não se mede criticamente com facilidade como se critica comer algo que faça mal a saúde. Mas que vício mais indistinto e chulo que eu tenho! É um ócio necessário para não me acabar na loucura no final da vida. Mas finalmente: escrevo porque não tem quem me escute como deveria escutar. Mas é sinônimo de escrever para o nada. Só escrevo... Escrevo até chegar a hora de ser feliz. Afinal, quem precisa de escritas quando se pode estar tendo fluxos de sorrisos os esbanjando por aí?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Não é tudo isso que você pensa.

Digo, não é que seja amor. Não, não é! Não é que eu queira que vire amor. Ou aquele tipo de paixão cem por cento afetuosa junto com melosidades que rodeiam toda sua pele e te transforma numa velha cicatriz das dores passadas. Ah, não, não é nada disso. É só que... gostei de você. Só me deu vontade de te pedir mil favores. Só me deu vontade de entrar no teu sorriso no amanhecer, quem sabe ele me contagia com tanta alegria. Talvez seu sorriso possa se tornar a cura para minhas dores. Mas me permita ter inveja até da tua toalha que tu enchugas suas mãos sedosas. E quem sabe, você me deixe ser a melodia da sua risada. Quero me embriagar com teus beijos e abraços até o infinito daquele alto mar na escuridão quando não enxergamos nada, além do som da ventania. Só não quero que sua vida seja preta e branca, só quero ser a cor dos teus olhos! É pedir demais? Estou na torcida que eu possa ganhar um amor puro com um coração limpo. É, é isso que eu quero. Nada de guerra dentro da alma enquanto se está amando. Que a tranquilidade venha ser o futuro dessa paixão... Olha só que merda, eu quero que seja amor!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Melancolia serve pra quê?

Falam que eu tenho que parar de pensar demais. Obvio que não dá pra parar de pensar, mas assim, pensamentos complexos e confusos distorcem demais a visão da minha realidade e acabo vivendo outra coisa senão aquilo. Parar de pensar demais nesse ser escárnio que eu sou. Nessa derrota vivenciada, não só por mim, aliás, por todo mundo. Ordenam que eu deixem a minha solidão e tristeza escondida atrás da porta onde a poeira e a sujeira se escondem, para se misturarem e finalmente se camuflarem. Ora bolas, quem são eles para dizerem que eu tenho que deixar ou não um sentimento tão enigmático e simples ao mesmo tempo? Eles realmente não devem conhecer a melancolia. Não devem saber o que é sentir a melancolia em toda sua essência. Se eu listasse todas as maravilhas que ela ja fez e continua fazendo seria um tom inacabável de espantos para as mentes que não se distraem com invenções da propria cabeça e ficam presas no próprio mundo da realidade e não se permitem fantasiar por uns minutos. Pois eu lhes digo: isso é coisa de gente inteligente! Gente que não sofre e que acha que a vida é um mar de rosas é gente burra. Ou é burrice ou é ingenuidade demais. Parei para pensar nisso esses dias. Sofrimento é pra gente que pensa, gente que pensa é gente que inventa, gente que inventa é gente inteligente. Esse raciocínio vai além do que muitas pessoas negam que exista. Mas é a verdade. Em minha devida opinião, sábios são seres pensantes, melancólicos que conseguiram achar e manter uma calmaria dentro de si controlando seu exagero de pensamentos confusos. Isso que os tornaram sábios. O príncipio do sofrimento. E meus caros amigos, não irei deixar de lado esse "meu lado" depressivo ou como vocês ousem chamar. Mas também não irei transforma-lo em minha rotina de vida. Pelo menos tento, eu tento ao passar dos dias. Mas eu sou uma aprendiz. Ainda estou aprendendo a andar nas trilhas metáforicas da origem da minha pessoa desorganizada e cheia de chatice na cabeça que não tem paciência pra mais nada que não seja minhas pequenas idéias impossiveis.

sábado, 23 de março de 2013

Continua o mesmo.

Pensei nela esses dias. Mas só pensei. Escrever sobre ela virou algo complexamente dificil de se refletir. Teria que fazer com que minha cabeça voltasse a tudo como era antes. Sofrer novamente. Sua fisionamia é artisticamente esquisita de se descrever apenas olhando para palavras escritas. Não sei se seria a minha visão ou a do mundo. Não, é a minha. Quem a acha esquisita é esquisito! Portanto, sou esquisita. Do meu jeito. Veja bem, escrevo sobre uma jovem que ainda não tem ideias fixas formuladas na cabeça, mas mesmo assim, tem um carinho e acolhimento incrível para com alguns. Digamos que ela tem uma pobreza enfeitada que se encaixa perfeitamente no auge do sistema. E com tantas conclusões sobre ela que já estavam escondidas em mim, que aliás tinha me esquecido que ainda existiam, amar essa menina é um ato de coragem. Quer dizer, retiro isso de uma experiência. Cada um é cada um, cada um tem definições diferentes de coragem. Mas não vou discutir isso agora. Mas é um ato de coragem pra mim, principalmente se você não valher nada (para os de fora). Os bandos de alienados esperavam ela chegar em qualquer lugar para ficarem a observando passar. E quando ela passava não tiravam os olhos. Sua vida girava em torno de quem? Até hoje eu não sei, e olhe que eu sou alguém que não paro de pensar. Lembrei agora em como eu chorava por ela, e quase toda semana corria para seus braços. Uma pessoa te faz sofrer e ela te acolhe no mesmo instante. Nunca vi coisa mais estranha. Ela me dava um tapa na cara e dizia: "não chora por mim, idiota, eu não valho nada". E ás vezes não valhia mesmo. Nem eu me entendia naquela época, e continuo não entendendo. Mas o ponto aqui não sou eu. Tudo aqui se resume ao amor estúpido que ela me fez acreditar que escondia. Mas não escondia porra nenhuma. E eu aqui com minha cabeça explodindo lembrei disso também! Eu não sei se já existiu. Ou se existe. Ou se existe de outro jeito. Ou se tá perdido. Naquela época vi uma borboleta branca passar quando eu fazia uma viagem em familia. E olha só, lembrei dela! Não sei se era consequência da paixão, mas é porque ela era bonita. E esquisita. E voando ela me deu um significado importante: meu amor por aquela garota, que hoje nem lembro mais. Mas é bom não lembrar. Só relembrar para dar um pouco de risadas nas horas vagas. Meu raciocinio intuitivo sempre desconfiou que eu a conhecia melhor do que ninguém. Com excessão das pessoas que estiveram a vida toda ao lado dela. E será que eu conheço? Olha só, faz tanto tempo que eu não sei. Peguei o celular e disquei seu número, pressenti que ela não ia atender. Mas atendeu. Sua voz continuava a mesma. Conversamos por uns 30 minutos. Desliguei e pensei comigo mesma: "Poxa, que alívio! Faz tanto tempo e ela não mudou. Imagine se tivesse mudado." E então, marcamos com alguns amigos para reviver os velhos tempos. Aqueles meus velhos tempos de sofrimento, que foram desgastantes, mas bons, muito bons.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Pensar é o princípio?

Já me disseram: "seu mal é pensar demais". Não neguei, apenas reinventei essa afirmativa precipitada. Quando penso demais pressinto o que não conheço, ou o que nunca vi e acabo me auto-afirmando que já sei da existência até de vida em outras galáxias. Depois de um tempo, vem o ponto das dúvidas: cheguei a tantas certezas que elas se destruiram e se transformaram em mais questão existenciais que eu pude observar em mim desde que me entendo por gente. Se eu penso demais, eu posso ter a certeza de tudo e me contentar com a auto-segurança da minha mente ou então, desmoronar e bancar da depressão uma forma rotineira de culpar meus problemas e meus erros. Minha paixão por admiração me faz querer pensar e conhecer. Conhecer até coisas que já tenho certeza que conheço. Conhecer algo que é racionalmente impossivel de conhecer. Pensar demais dá nisso. Pensar torna minha mente vitoriosa e virtuosa. E não se esquecendo do lado sombrio, melancólico, depressivo. Pensar ou não pensar? Eis a questão.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Espreitada por uma razão.

E enquanto se entretia na alegria da multidão, ela pensava em suícidio. Não era nenhum sinal de claustrofobia nem nada do gênero, ela se sentiu atraída pelo cheiro de liberdade que sentia invisivelmente perto da usina que seu pai trabalhava. Os jovens eram tão alegres ali, aproveitando as ruas acesas com fumaças de cigarro passando por cima deles. As luzes brilhavam como um show de neon. Sentindo o calor afundando em seu corpo e suas veias pulsando paralelamente sem chance de dar suspiros naquele ar puramente sujo, sentindo sua mente apodrecendo junto com aqueles grupos da juventude, não pararia de pensar na estupidez que fazia. Ela dava o seu melhor para se enturmar. E puxavam seu braço, sorriam, riam, como se o mundo fosse acabar naquele instante. E revidava com um rosto sério e confuso. Isso a envergonhava da pessoa que ela era. Seguindo os rótulos que ela prometia nunca seguir, nunca agir como eles, apenas... Socializar. Isolando-se do mundo, e se socializando com ele, era isso que a amedrontava todas as noites, desde que sua amada partiu. E ainda lembrava das palavras que dizia para mãe: "Estou fazendo o melhor que eu posso, estou tentando, acredite em mim, estou buscando uma razão para fazer amigos." E continuou tentando. Mas não fazia mais aquilo por ela. Era pela voz que ela ouvia todos os dias quando acordava. Da sua rainha, da sua amada rainha que agora brilha no paraíso onde ela a pode ver, vagarosamente, com pingos de lágrimas caindo sobre seu rosto. Esse era seu único prêmio da sorte.