terça-feira, 21 de maio de 2013

Escrita.

Escrevo pro nada. Escrevo para o ninguém. Escrevo para quem não quer saber do que falo, do que sinto. Escrevo sim, porque me dou o luxo de não ter nada de útil para fazer, para me encher o saco mesmo. Escrevo para me remoer de ódio e... guardar certas emoções e simplicidades que talvez daqui há tempos não me lembre mais. Na verdade, lembrarei. Com ferrugem no acaso do passado. Mas não tenho motivos, meus lixos de palavras e contextos desafiam meu tempo e da rota que eu tenho, sem parar, rodando como um furacão, sem jeito, vindo a tona. Mas é um vício culposo que eu tenho que não se mede criticamente com facilidade como se critica comer algo que faça mal a saúde. Mas que vício mais indistinto e chulo que eu tenho! É um ócio necessário para não me acabar na loucura no final da vida. Mas finalmente: escrevo porque não tem quem me escute como deveria escutar. Mas é sinônimo de escrever para o nada. Só escrevo... Escrevo até chegar a hora de ser feliz. Afinal, quem precisa de escritas quando se pode estar tendo fluxos de sorrisos os esbanjando por aí?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Não é tudo isso que você pensa.

Digo, não é que seja amor. Não, não é! Não é que eu queira que vire amor. Ou aquele tipo de paixão cem por cento afetuosa junto com melosidades que rodeiam toda sua pele e te transforma numa velha cicatriz das dores passadas. Ah, não, não é nada disso. É só que... gostei de você. Só me deu vontade de te pedir mil favores. Só me deu vontade de entrar no teu sorriso no amanhecer, quem sabe ele me contagia com tanta alegria. Talvez seu sorriso possa se tornar a cura para minhas dores. Mas me permita ter inveja até da tua toalha que tu enchugas suas mãos sedosas. E quem sabe, você me deixe ser a melodia da sua risada. Quero me embriagar com teus beijos e abraços até o infinito daquele alto mar na escuridão quando não enxergamos nada, além do som da ventania. Só não quero que sua vida seja preta e branca, só quero ser a cor dos teus olhos! É pedir demais? Estou na torcida que eu possa ganhar um amor puro com um coração limpo. É, é isso que eu quero. Nada de guerra dentro da alma enquanto se está amando. Que a tranquilidade venha ser o futuro dessa paixão... Olha só que merda, eu quero que seja amor!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Melancolia serve pra quê?

Falam que eu tenho que parar de pensar demais. Obvio que não dá pra parar de pensar, mas assim, pensamentos complexos e confusos distorcem demais a visão da minha realidade e acabo vivendo outra coisa senão aquilo. Parar de pensar demais nesse ser escárnio que eu sou. Nessa derrota vivenciada, não só por mim, aliás, por todo mundo. Ordenam que eu deixem a minha solidão e tristeza escondida atrás da porta onde a poeira e a sujeira se escondem, para se misturarem e finalmente se camuflarem. Ora bolas, quem são eles para dizerem que eu tenho que deixar ou não um sentimento tão enigmático e simples ao mesmo tempo? Eles realmente não devem conhecer a melancolia. Não devem saber o que é sentir a melancolia em toda sua essência. Se eu listasse todas as maravilhas que ela ja fez e continua fazendo seria um tom inacabável de espantos para as mentes que não se distraem com invenções da propria cabeça e ficam presas no próprio mundo da realidade e não se permitem fantasiar por uns minutos. Pois eu lhes digo: isso é coisa de gente inteligente! Gente que não sofre e que acha que a vida é um mar de rosas é gente burra. Ou é burrice ou é ingenuidade demais. Parei para pensar nisso esses dias. Sofrimento é pra gente que pensa, gente que pensa é gente que inventa, gente que inventa é gente inteligente. Esse raciocínio vai além do que muitas pessoas negam que exista. Mas é a verdade. Em minha devida opinião, sábios são seres pensantes, melancólicos que conseguiram achar e manter uma calmaria dentro de si controlando seu exagero de pensamentos confusos. Isso que os tornaram sábios. O príncipio do sofrimento. E meus caros amigos, não irei deixar de lado esse "meu lado" depressivo ou como vocês ousem chamar. Mas também não irei transforma-lo em minha rotina de vida. Pelo menos tento, eu tento ao passar dos dias. Mas eu sou uma aprendiz. Ainda estou aprendendo a andar nas trilhas metáforicas da origem da minha pessoa desorganizada e cheia de chatice na cabeça que não tem paciência pra mais nada que não seja minhas pequenas idéias impossiveis.